A Assembleia Geral das Nações Unidas repassou nesta sexta-feira (16) o assento da Líbia ao Conselho Nacional de Transição (CNT), o órgão político dos rebeldes que derrubaram em agosto o regime do coronel Muammar Kadhafi, após mais de seis meses de guerra civil.
A assembeia de 193 Estados votou com uma maioria de 114 votos a favor e 17 contra a entrega ao CNT do assento correspondente à Líbia na ONU.
Houve 15 abstenções.
A União Africana, apoiada pela Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), pediu, em vão, que a decisão fosse adiada.
A decisão permite que o chefe do governo provisório líbio, Mustafa Abdul Jalil, participe, da Assembleia Geral da ONU na próxima semana, à margem da qual ele deve se reunir com o presidente dos EUA,Obama.
A votação ocorreu no mesmo dia em que o Conselho de Segurança deve adotar um projeto de resolução, apresentado pelo Reino Unido, que prevê levantar parte do congelamento de bens e do embargo de armas que pesava sobre o regime de Kadhafi.
O projeto inclui o envio de uma missão da ONU de três meses para ajudar o governo interino a organizar eleições e elaborar uma nova constituição, segundo diplomatas.
O coronel continua desaparecido desde a tomada de Trípoli, em 23 de agosto, e combatentes leais ao governo provisório cercam seus últimos redutos no interior da Líbia.
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