terça-feira, 4 de outubro de 2011

Entenda o significado de quatro selos ambientais que você encontra no dia-a-dia


Comparar e escolher: estas são atitudes básicas de todo consumidor e envolvem questões como preço, qualidade, quantidade, tamanho… Muitos produtos, porém, também trazem na embalagem ou em anúncios selos ambientais que mostram “vantagens” em relação aos concorrentes. (É sempre bom lembrar, no entanto, que alguns produtos trazem selos camuflados, que não são certificados de forma independente e podem confundir o consumidor).
Listamos quatro que estão entre os mais conhecidos, para que você entenda o que eles querem dizer quando for comprar uma geladeira, fazer uma compra no supermercado ou escolher artigos de papelaria.
Procel
O selo foi criado em 1993 pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, do Ministério de Minas e Energia, e indica os níveis de eficiência de energia de equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos. As empresas podem aderir ao Procel de forma voluntária, tendo seus produtos submetidos a testes em laboratórios credenciados pelo Programa.
Com ele, o consumidor aumenta as possibilidades de escolha de equipamentos que consumam menos energia – evitando desperdícios e diminuindo o valor da conta no final do mês. A ideia também é estimular os fabricantes “à constante evolução do desempenho energético dos seus equipamentos.”
IBD – Instituto Biodinâmica

As certificações do IBD começaram em 1990, no Brasil. Com o tempo, o trabalho foi estendido para países da América do Sul, América Central, Europa e Ásia. Os selos IBD (são 13, com diferentes finalidades) são aplicados em alimentos, produtos de limpeza orgânicos e naturais, cosméticos e bebidas como vinho.
As inspeções são realizadas seguindo padrões de produção orgânica e para obtê-lo os produtores devem seguir alguns critérios como desintoxicação do solo, não utilização de adubos químicos e agrotóxicos, preservação de espécies nativas e mananciais, desenvolvimentos de projetos sociais e ambientais, cumprimento das normas do Código Florestal Brasileiro e respeito aos acordos internacionais do trabalho e ao bem-estar animal. Para ganharem a certificação, os produtos alimentares não podem ser transgênicos.
FSC
É a sigla para Forest Stewardship Council (em português, Conselho de Manejo Florestal).  O FSC Brasil foi criado em 2001 e abrange mais de 75 países. É o maior certificador de manejo florestal do mundo, que credencia organizações independentes para fazer auditorias de acordo com os padrões estabelecidos. No Brasil, cinco certificadoras são credenciadas.
O objetivo do selo é mostrar aos consumidores a procedência da matéria-prima florestal e assegurar a manutenção das florestas que estão sendo usadas para fabricação de produtos como papel e móveis.
A FSC orienta dois tipos de certificação: do manejo florestal (analisa o uso da floresta com base em um processo produtivo manejado de forma “ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável”) e cadeia de custódia (garante a rastreabilidade, processo que acompanha a matéria-prima da floresta até o consumidor final). Este segundo se aplica, por exemplo, a serrarias e designers que querem utilizar o selo nos seus produtos.
LEED

Leadership in Energy and Environmental Design é um selo norte-americano usado para certificar construções que seguem padrões sustentáveis. Criado pelo Green Building Council, chegou ao Brasil em 2008. O GBC Brasil tem comitês divididos por temas, que formam os critérios de avaliação do Leed: Materiais e Recursos, Energia e Atmosfera, Espaço Sustentável – Site, Qualidade Ambiental Interna e o Uso Racional da Água. Até a primeira quinzena de agosto, 327 empreendimentos haviam recebido a certificação Leed no Brasil.

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